quinta-feira, 14 de junho de 2012
Pensão Borges | Baião | Distrito do Porto
Aqui, tão perto da Invicta, podemos comer como verdadeiros abades. Tudo é excelente e então o anho assado a "pingar" num divinal arroz de forno (a lenha, já agora).
As entradas são muitas, variadas, originais e de qualidade ímpar!
Se houvesse justiça neste mundo, não há, não haveria Irmão gastrónomo digno desse nome se não visitasse este cantinho.
Ah, e ainda tem quartos... Recomendo o 13.
Um abraço muito apertado ao Toninho, o dono e ao Marciano, um dos simpáticos empregados de mesa.
Carlo Binotti
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Rua Camões 4 - Campelo
4640-147 BAIÃO
tel: 255 541322
terça-feira, 17 de maio de 2011
Adega da Vila
Depois de algum tempo encerrada, o antigo dono fechou a AV e abriu mesmo ao lado a Adega do Testas, também merecedora de Boa Nota, a Adega da Vila reabriu com gerência da Churrasqueira do Ave.
Uma churrascaria a abrir e gerir um poiso que deixou boas recordações poderia levar a pensar que a AV seria mais um lugar para comer mas não! A Nova Adega da Vila além de manter a decoração e uma série de peticos de boa nota inovou e realiza regularmente uma noite de Jazz e outra de fado.
Nas duas vistas que fiz fui servido com muita simpatia e tive oportunidade de comer um bom arroz de tomate bem malandrinho, petinga frita, secretos de porco preto, ovos de cordoniz, moelas, tabua de enchidos, pica-pau, tomate com queijo mozzarela, uma broa amarelinha ligeiramente adocicada divinal e pataniscas acompanhado por um Verde Tinto rotulado pela Churrasqueira do Ave que se bebe bem para variar dos Maduros agora que o Verão nos bate à porta.
Na passada sexta-feira além de um bom jantar tive o prazer de ouvir alguns bons temas de Jazz do grupo Hatt Jazz num ambiente bem familiar e intimista neste pequeno grande espaço que merece novas visitas.
A Adega da Vila fica na Rua Comendador António Fernandes Costa, 57 - 4480-740 Vila do Conde
(N41º 21.301' | W8º 44.644')
José Costa
zedomorto
domingo, 12 de dezembro de 2010
Santa Felicidade - Matosinhos - Distrito do Porto

Declaração de interesses: antes de avançar na minha apreciação, quero dizer algo que é importante: sou amigo pessoal do Miguel Martins da Silva, proprietário desta casa mas irei dar uma opinião tão isenta quanto possivel.
Foram já duas vezes que tive o prazer de ir ao Santa Felicidade ! Para já o espaço em si, nem enorme nem pequeno, com boa amesendação, confortavel e convidativo. Decoração simples mas de bom gosto onde as paredes são aproveitadas para exposições de arte - pintura, fotografia, etc - . Boa iluminação à noite, suave !
Na primeira vez, nem tive oportunidade de ver a carta, pois que fui levado pelo proprietário, que escolheu ele aquilo que eu iria degustar. De notar que a opção do MMS, foi de não alinhar na tentação do " peixe grelhado à porta " - do qual está a rua e a cidade de Matosinhos cheias - mas de oferecer uma ementa de qualidade, onde naturalmente o peixe tem o seu lugar obrigatório ou nao estivessemos em Matosinhos, mas também outras " coisas simples mas bem feitas " que se podem saborear.
Depois de uma entrada de queijo chevre envolto em massa folhada e salpicado de vinagre balsâmico - algo já muito batido, mas que se fôr bem feito é bom e foi o caso - e de um polvo frito apresentado em pratinhos e que estava divinal - e estava mesmo, podem acreditar - fui surpreso por um bife de lombo de excelente qualidade, no seu ponto, acompanhado de 3 molhos - mostardas, pimentas e o terceiro não me recordo bem. A rematar umas batatas fritas " descascadas em casa " e saborosas.
Para sobremesa calhou-me um pudim de ovos muito bom.
Na segunda vez que visitei o Santa Felicidade, pois nem estava a contar ir mas o Miguel telefona-me e , de acordo com uma anterior combinação entre nós, tentou-me com uma das especialidades da casa - só por encomenda e só quando existe a matéria prima - que mais não é que Arroz de Chocos com tinta ! Bem...sou doido por um bom arroz de cabidela, por um bom arroz de lampreia, mas este arroz de chocos com tinta suplantou e de que maneira todas as minhas expectativas: um tesouro !
Arroz de boa qualidade, cozido no ponto , com os chocos e a tinta a olharem para nós, tudo temperado com perícia e conhecimento pela D. Conceição - funcionária polivalente e a alma por detrás deste Arroz de Chocos. De tal forma que, na enorme terrina que serviu 4 pessoas, ficaram somente uns bagos de arroz. Uma delícia magistral !
Na sobremesa uma novidade para mim - provei mesmo por curiosidade - que mais nao era que um cheese cake, com...chocolate.
Os vinhos que bebi são vinhos de boa qualidade e o preço dentro daquilo que é merecido, se atendermos à qualidade do que se come e ao serviço sempre atento.
Único grande senão: estacionamento muito dificil e a requerer uma caminhada a pé ! Nada que não justifique uma ida a este poiso !
Santa Felicidade
Av. Serpa Pinto, 283 - 4450-281 Matosinhos
te: 229350117 - santafelicidade.rest.pt@gmail.com
domingo, 3 de outubro de 2010
O Copinhos - Bragança - Distrito de Bragança
Num passeio de improviso, em 30 Setembro, fui jantar a Bragança. O improviso foi tal que tive de comprar uma T-shirt, boxers e uma escova de dentes para pernoitar. Cheguei à cidade na hora de jantar e para não perder mais tempo "pedi" ajuda do software da NDrive para escolher hotel para dormir e um restaurante para poisar e este foi uma bela a escolha, "O COPINHOS".Ao entrar n´O Copinhos fomos logo bem recebidos pela Dona Fernanda que nos colocou à vontade e nos guiou para o que pretendiamos...Petiscos.
A sala do Restaurante, Casa de Pasto conforme o site d'O Copinhos indica, é dividida em 3 espaços mais um bar em que um dos espaços é como que um altar "reserbado" ao meu clube de qual a Dona Fernanda e o Sr. Francisco são adeptos ferverosos.
Lá vieram os peticos acompanhados por uma caneca de bom tinto das terras frias transmontanas. Pezinhos de Coentrada, Carpauzinhos de Escabeche, Cogumelos com Chouriço, Moelinhas, e uma travessa com Redenho, Rojões fatiados, Lombo fatiado, Pataniscas, Carne fumada e saladinhas com milho, grão, etc.
Para rematar um queijinho com doces de Pêra, Pessego e Courgete feitos pela Dona Fernanda e mais meia caneca do referido, seguido do café, licores e bagaço caseiros.
Ao longo do jantar fomos conversando com os donos do poiso que nos lançaram para mais umas "lambretas" e conversas ao balcão.
Para finalizar a conta já nossa conhecida do almoço...20 euros (10 por pessoa)...ficamos clientes...
O restaurrante tem um site http://www.ocopinhos.com/ com a localização que reforço com as cordenadas GPS 41º 48,140'N, 06º 46,660'W.
Zedomorto
Nariz do Mundo

Apresento aqui um poiso que o meu filho me recomendou e não fosse ficar tarde decidi experimentar no passado 30 Setembro.
O Nariz do Mundo fica na aldeia de Moscoso (Cabeceiras de Basto). Situado em plena Serra da Cabreira, junto a uma ponta da serra chamada Nariz do Mundo, apenas um poiso que apresente iguarias de qualidade pode ter sucesso. A Cozinha é de cariz regional, oferece como especialidade a chanfana da cabra bravia e grelhados de novilho.
Numa sala rustica com paredes em granito e mesas de madeira, estamos em ambiente rural, podemos logo à entrada apreciar a vitina com as carnes prontas a serem trabalhadas.
Como a Isabel não vai em chanfanas optamos pelos grelhados que incluiram um costeletão, uma posta de lombo e mais duas peças de novilho, um arroz bem cozinhado e um soberbo feijão vermelho com enchidos de forte sabor. Para empurrar tudo bebemos um tinto da casa, verde pouco filtrado com ar de caseiro que escorregou muito bem. Recusamos mais carne ( o meu filho disse que quando se repete servem melhores nacos mas já não tenho a idade dele...).. e passamos às sobremesas caseiras. Um bolo de Mel e rabanadas em pão muito seco e muito regadas em Mel, o bolo estava muito bom as rabanadas diferentes do que estou habituado não diria que são uma especialidade mas valem pelo optimo mel com que são regadas.
Passei para o café sem provar os licores e aguardente e paguei....20 euros (10 por pessoa)...e esta Hem!!
Para lá chegar: em Cabeceiras de Basto é só procurar a estrada para Moscoso ou utilizar o GPS, as cordenadas do local são 41º 35,000 N, 07º 55,530 W. Quem lá jantar pode beber à vontade pois o Nariz do Mundo também é residencial com alguns quartos. Para reservar: 253 662 746
Zedomorto
terça-feira, 1 de junho de 2010
Café do Ribeiro - Porto - Distrito do Porto
Por vezes acontecem assim umas coisas fantásticas
Frequentei durante os últimos 3 meses, o Café do Ribeiro, onde ia "petiscar" à hora do jantar com os meus colegas do curso de fotografia, todas as 3ªas feiras à noite.
Tinha ficado o desafio , feito pela D. Teresa, mulher do Sr. Ribeiro, para que o grupo lá fosse comer um " Pica no Chão " ou falando de outra forma, um Arroz de Cabidela. Perante tal "tentação" obviamente que dissemos todos que sim e ontem , segunda feira dia 31 de Maio, lá fomos nós ver o que a simpática familia Ribeiro nos tinha para oferecer.
E o que nos ofereceu, foi realmente um Pica no Chão de excelente gabarito. Mas para entrar na onda, tinhamos uns pasteis de bacalhau deliciosos - já os conheciamos dos "petiscanços" das aulas - uns rissóis de carne tudo a vir para a mesa com um verde tinto " Terras de Basto" de bom nível. Não seria um autentico "carrascão", mas portou-se muito bem.
E vamos ao que interessa: O Pica.
Pois os bichos eram mesmo caseiros - nota-se logo pelo sabor e pela textura das carnes - e o arroz estava no seu melhor ponto. A juntar a isto, um tempero sem exageros, a realçar os sabores naturais e ensanguentados do conjunto, fizeram as delícias de nós todos. A quantidade foi mais do que suficiente para 7 comensais e se fossemos 10, pois tinha ido tudo e não foi porque pelo meu lado e ao repetir 4 vezes - sim leram bem, 4 vezes - desisti de limpar o tacho, sendo criticado pela Susana, simpática filha do casal Ribeiro , que me disse que para a próxima se senta ao meu lado para me ajudar, no frango e no vinho.
Assim, penso que quando alguém estiver com saudades de um Pica no Chão de bom nível, basta avisar com pelo menos 3 dias de antecedência a D. Teresa, e não se vão arrepender.
Café do Ribeiro
Rua de João de Deus, 783/787
4100-462 Porto - telefone: 22 6009883
AN
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Taberninha do Chico - Perelhal - Barcelos - Distrito de Braga
Na estrada de Barcelos para Esposende há um local discreto onde se deve poisar.
Penso ser o sítio onde se encontra a melhor vitela assada (do mundo, e talvez da europa... como dizia o outro!)
Mas a vitela, essa quando chega à mesa, irresistível, doirada, é uma tentação.
Derrete-se na boca (quase não é preciso usar a faca...) com batatas assadas, grelinhos e um arroz branco que embebido no molho do assado nos leva ao céu.
Gosto de vinho verde tinto a acompanhar este pitéu, havendo vinhão de qualidade. Para quem tem outros gostos vinhais, o Chico tem uma riquissima garrafeira.
Para terminar a refeição, nada como saborear o "pão-da-Ló" (réplica melhorada do pão de ló de Ovar)
No final o custo é uma surpresa agradável.
É a primeira vez que faço uma apresentação na Irmandade.Julgo ter apresentado um Poiso de primeira apanha.
Cumprimentos
José Machado
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
"Burgo" - Lousã - Coimbra
Junto ao castelo da Lousã, da Ermida da Nossa Sr.ª da Piedade e da agradável piscina natural do Rio Arouce descobri um poiso que recomendo como RIP, O BURGO.
Este poiso tem cariz regional apresenta um leque de pratos que nos dificulta a escolha... eu queria comer de tudo...
Eu e a Belinha alinhamos nas entradas regionais, nuns Sarriscos da Matança acompanhado por um tinto das beiras seguido de um pudim com castanhas e seios de noviça como sobremesa. Ficou-me na memória a bela imagem de um prato que vi passar duas vezes o Cozido do Talasnal na Broa...
Na minha opinião o BURGO merece uma peregrinação em força da "irmandade".
... e ficam algumas fotos entre elas a ementa que me vai fazer lá voltar...
Coordenadas 40º 6' N - 8º 14' W


domingo, 17 de maio de 2009
"A Adega" - Aldeia - Lanhelas - Viana do Castelo (XVII Encontro)

Decorreu neste restaurante o XVII Encontro da Irmandade, jantar que reuniu 14 comensais. O encontro foi organizado pelos manos Vila Verde e com resultado positivo.
O restaurante fica situado no centro de Lanhelas, numa casa bonita que me pareceu ter duas salas, uma no rés-do-chão e outra no primeiro andar, a sala que nos coube a nós.
Quando chegámos, já os manos Vila Verde a par de outros poisantes , degustavam as entradinhas, das quais só provei umas pataniscas de bacalhau de boa nota e umas alheiras - que chegaram tarde á mesa, pois já estavamos no primeiro prato - alheiras essas muito boas sem duvida. Tudo isto acompanhado por um espumante das caves Borlido. Pelo meu lado andei a dar voltinhas no espumante e numa Bohemia.
Para começar a coisa, veio para a mesa o primeiro prato: filetes de Polvo com arroz do mesmo, um arrozinho malandro delicioso e uns filetes como há já algum tempo não comia, muito bons pois que o animal era de boa qualidade e sobretudo, tinha sido bem "tratado".
Para segundo prato, veio uma vitela assada que não me encheu as medidas, nem pouco mais ou menos. Estava boa mas para o meu gosto algo assada demais. Mas isto sou eu que sou esquisito nos pratos de forno, porque estou mal (bem) habituado. Por isso a minha opinião poder ser radical demais.
No final lá veio um Abade de Priscos que, sendo um Priscos, nao era do Abade. Estou a brincar. Era muito bom sim senhor mas fica o registo de que já comi melhor. Também aqui sou muito esquisito. Lamento.
No final o cafézinho do costume acompanhado por um cherinho de CR&F, já que a mana Rita não quis partilhar o seu licor Beirão comigo.
Simpatia e atenção por parte dos "donos da casa", para um preço final por pessoa de 32 euros - entradas, dois pratos, sobremesas, cafés, digestivos,espumantes, vinhos , cervejas e sumos.
Aldeia-Lanhelas
telef: 258 727355
Artur
Maio de 2009
"David da Buraca" - Buraca - Lisboa
Por conselho de uma pessoa amiga, fui jantar um dia destes ao David da Buraca. Casa antiga e com reputação, faz parte do Grupo DB - David da Buraca - no qual estão inseridas outras unidades de restauração e não só.
O nome Buraca irrita-me mas vale o que vale, isto é, não vale nada atendendo a que fui à Buraca para jantar e não para fazer turismo, coisa impossível de se fazer na Buraca, penso eu de que !
Pelo que me pude aperceber, o poiso tem duas salas, uma enorme e outra mais pequena mas grande também , ambas incaracterísticas mas com boa amesendação. Optei pela mais pequena, porque ligeiramente mais sossegada que a outra.
Fui logo atendido pelo empregado que me estava destinado, simpático e diligente por sinal, o qual me entregou o menu e foi trazendo para a mesa umas azeitonas - não gostei muito das mesmas - umas chamuças - estavam boas, levezinhas e estaladiças - uma linguiça assada pedida por mim - estava agradável - pão, manteiga e queijo.
Quanto à ementa, não me recordo da mesma pois que a minha visão foi de imediato atraída para algo de que gosto muito: Pernil assado no forno. É das tais coisas à qual não consigo resistir quando a vejo num menu de restaurante. Perguntei ao senhor como é que a coisa estava a sair e acreditando nas suas palavras positivas, lá mandei vir o Pernil em quantidade que chegasse para mim. Pedi também vinho da casa - um tinto do Alentejo que escorregava muito bem - e quando o pernil veio para a mesa fiquei a olhar para aquela beleza: bem servido, acompanhado de batata no forno e arroz.
Se o aspecto prometia, então a degustação nao ficou atrás: muito bom, no ponto, nem assado de mais nem de menos, a carne saía em lascas lindíssimas e untuosas, sem serem gordurosas, as batatas estavam também bem assadas e tudo aquilo acompanhado do molho da própria assadura, foi um festim para mim.
Pedi para sobremesa um Bolo Rançoso que era também uma delícia. Nunca tinha provado e fiquei cliente.
No final um café e uma factura de 12.50 euros.
Estrada da Buraca nr.20 - 1500-118 Lisboa
tel: 21 760 6247 - Encerra à terça-feira
Artur
Maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
"Poço das Fontainhas" - Setubal
Bem , comecemos pelo 1º poiso, o "Poço das Fontaínhas":
Começando pelo espaço, não me posso pronunciar muito, pois não fui a sala dos restaurante. Fiquei-me fiel à esplanada, não fosse alguma coisa fugir...
Sem dúvida nenhuma, um restaurante com uma tónica muito bem vincada no peixe. Que, logo a avaliar pelo estilo de quem nele trabalha - homens inequivocamente da área - no que deles depender, só pode vir bom material para a mesa. Não experimentei o dito trabalhado na brasa mas, numa próxima, não falharei.
Na mesa, passou-me pelo nariz:
Nas entradas: Ovas de peixe - um restito que ainda deu para provar que os gulosos deixaram - que estava muito boas, bem frescas, só que soube a pouco.
Os pedacinhos de fígado frito, estavam verdadeiramente deliciosos. Muito bem temperados, de comer e não parar. (sou grande fã desta iguaria, e é uma das minhas especialidades na cozinha - não é só uma mano Artur que tem especialidades...)
As azeitonas também eram viciantes, de muito boa qualidade e muito bem temperadas.
Na substância:
Eu e o meu irmão optamos pela cataplana de cherne. Foi uma excelente opção, estava muito bem confeccionada, o falecido cherne, provou conviver muito bem com a calda onde nadou, e era de boa origem, fesquinho, rijinho a comprovar o seu corpo atlético de uma vida (curta provavelmente) a nada no alto mar. A calda estava no ponto certo, valeu assim o tempo que esperamos até vir para a mesa. As batatas é podiam ter mais uns minutos de convívio ao lume, pois estavam um pouco rijas. Mas nada que tivesse comprometido o "aviamento" desta excelente cataplana.
Dos outros pratos que nos passaram pelo nariz: o robalo que estava à nossa frente, tinha excelente aspecto e pareceu ter sido muito bem trabalhado. Bem, mas este só me passou mesmo pelo nariz....
Ainda por lá andou, umas massadas de peixe, e estas não me passaram só pelo nariz. A mana Isabel quase me obrigou a degustar a dita. Não tive culpa. Veredito: a matéria-prima, sem dúvida que era boa, mas sem duvida que os ingredientes tiveram pouco convívio no tacho. A calda estava pouco apurada, demasiado líquida, em que nem houve tempo do tomate se desfazer e fundir na calda.
Os chocos: apanhado o mano Artur distraído, lá fui eu subtraír um choquito e umas quantas batatas. Sendo este um prato simples, penso que a qualidade da matéria-prima aqui é mesmo determinante. E de facto, foi mais uma confirmação que estes senhores do "Poço", no que toca à matéria, não brincam. Só não sou apreciador de batatas frias à acompanhar. Mas é assim, é assim...
O Mano Lourenço e a Mana Marta, desta vez para variar, foram nuns bifes de picanha. Vá lá que não era do refeitório da enfermaria...
Na Sobremesa:
Em sociedade, eu o maiorítário, atacamos em algo leve, apra aligeirar a refeição, uma encharcadazita....que logo despoletou a discussão para "encharcada ou não, eis a questão". Para mim, era encharcada e estava encharcada, de proteína e "castrol". Muito boa, muito saborosa, sabia ao que era, não era de plástico, como muitas se vêm por aí, cheias de corante. É purinha, e disfarçadamente potente. Um perigo.
No que toca a petróleo:
Começamos com uma invulgar sangria de espumante que, a avaliar pelo ritmo de "avianço" de jarros se revelou perigosa e traiçoeira. Muito boa, bem fresca, de potência média-alta mas silenciosa, com a hortelã a conferir-lhe alguma "inocência"
Rua das Fontaínhas 98 - Setúbal
2910-082 SETÚBAL
RVV
"Vallécula" - Valhelhas - Guarda - RIP
Apreciação retirada do relato do X Encontro:
Lá fomos até Trancoso, - já sem os manos Ana e Carlos Dithmer que voltaram para o Porto - que estava deserta devido ao facto de que estava a decorrer a Feira de Fumeiro de Trancoso, num pavilhão multiusos mesmo à entrada das muralhas. Num pequeno passeio a pé, lá fomos lanchar ao Magriço, onde provámos as famosas Sardinhas de Trancoso, doce conventual , recheado com doce de ovos e amendoa. Depois de nos despedirmos do mano Zé Costa e sua prole, tinhamos de ir visitar a feira de fumeiro que...enfim...era de uma pessoa ficar com agua na boca, desde os fumeiros tipicos da região, passando pelos queijos da Serra das mais diversas proveniencias e pela doçaria Conventual. Até a Tasquinha do Castiço lá estava a servir uns comes e bebes que por experiencia propria, só poderiam ser de estalo. Lá nos metemos nas viaturas em direcção à Guarda, sem que primeiro o mano FF tenha demonstrado à mana Teresa Sampaio, que o seu Panda 4x4 até anda fora de estrada, logo seguido por perto pelos manos Vilaverde no seu Vitara, sendo que o mano António Machado insistia comigo para que fizesse o mesmo na Megane, ao que eu me recusei obviamente. Lá fomos estrada fora sempre atrás dos manos Vilaverde e do seu GPS no telemovel até Valhelhas, onde depois de estacionar o meu carro, fomos até ao "apartamento fantástico" onde iam pernoitar os manos Vilaverde e Francisco Franco. Foi uma risota pegada, pois o Ricardo sentiu-se enganado e havia que pegar no telemovel e desancar o proprietario que estava em Cascais, enquanto o mano Antonio tentava abrir o sofá cama onde iria dormir o mano FF. Voltados que estavamos a Valhelhas, lá entrámos no Valléculas. Sala muito simpática e bonita, com cerca de 12-14 mesas - o tamanho ideal - toda em xisto e granito, decorada com muito bom gosto e com simpatia a rodos do sr. Luis Castro, proprietário. Enquanto esperavamos pela Rita e pelo Estevão, lá degustamos uma orelheira com molho verde, uns peixinhos do rio, um paté de grão de bico, uma alheiras de perdiz acompanhadas de açorda de enchidos, tudo a meu ver, muito bom. O vinho foi-nos proposto pelo sr Luis Castro, que nos trouxe para a mesa um garrafeira particular que nem era Dão, nem era Beiras, mas que era muito bom. Para pratos principais, Pato á Provençal, muito bom, Lombinhos de porco á Valhelhas, Costoleta de Borrego com molho de alecrim, filetes de Vitela Beirã, Lombo marinado com ervas aromáticas, borrego na carqueja. Nas sobremesas, papas de carôlo, leite creme e pera bebeda, remataram a refeição acompanhados por um café e uma conta final por pessoa de 24 euros. Opinião unânime: o Vallécula é um poiso muito bom , a justificar plenamente uma visita a Valhelhas.
Praça Dr José de Castro - Barreiros
6300-235 VALHELHAS
275487123
AN
"O Cortiço" - Viseu
Apreciação retirada do relato do X Encontro da Irmandade:
Entradas muito boas - linguiça e morcela grelhadas, feijocas, queijos, o habitual, tudo bem apresentado e apaladado. Nos pratos principais, Pato Assado à moda da D.Cilinha, Arroz de Pato á Antiga, Coelho Bebedo há tres dias Vivo, Rojões com morcela, Costelinhas de Borrego e Secretos de Porco Preto, tudo do agrado geral, sendo que só ouvimos uma queixa do Ricardo que nos disse que as batatas que acompanhavam a sua escolha sabiam a mofo. Nas sobremesas, farófias, arro doce, aletria, requeijão com doce de abóbora, leite creme, Toucinho do Céu, cafés e um digestivo para rematar, tudo pela módica quantia de 20 euros por pessoa. Sala agradavel - o restaurante é dividido em duas partes, pela própria rua, tendo de um lado 4 salas mais a cozinha e do outro uma sala grande, bem amesendada, que foi onde ficámos. No final a Marta fez um "poster" da Irmandade, tendo o mesmo sido colocado na parede junto de tantos outros, para certifucar que a Irmandade esteve por lá.
Rua Augusto Hilário, Nº 43-47
3500-089 Viseu
Telf: 232 423 853
Fax: 232 425 986
Tlm: 919 883 877
AN
"Vais e Cais" - Porto
Rua de Monchique, 66 - tel: 226003017 - www.vaisecais.com
AN
"Tromba Rija" - Vila Nova de Gaia - Porto
Avenida Diogo Leite, 102 - Vila Nova de Gaia
tel: 22 3743762
Fecha aos Domingos ao jantar e segundas feiras ao almoço.
Aceita cartões.
Junho de 2006
AN
"Trás d'Orelha" - Matosinhos
Rua Heróis de França, 549 Matosinhos Telefone:229371920
Junho de 2006
José Costa"Taberna do Valentim" - Viana do Castelo - RIP
Rua Monsenhor Daniel Machado, 180 - Tel: 258 827 505
AN/TSC
"Tasquinha do Oliveira" - Évora - RIP
Rua Candido dos Reis 45 A - telefone: 266-744841
AN
"Segunda Casa" - Matosinhos - RIP
Sala não muito grande, com boa amesendação e decoração muito agradavel, o Segunda Casa conta antes de mais pelo marketing do " passa a palavra " e até hoje, no meio de tantos "tubarões" tem dado boa conta do recado, baseado numa cozinha simples mas de qualidade. A ementa é muito diversificada, tendo diversos "capitulos" a saber: sopas,saladas,petisquinhos,mariscos,massas,peixes,carnes, pratos por encomenda ( onde inclusivamente aceitam sugestões do cliente, notavel ), e as sobremesas, ora pois. Desta feita iniciamos com Pataniscas de bacalhau e Asneirinha de bacalhau, ambos muito bons. Para pratos principais, um Bacalhau com Broa, de lasca untuosa e fácil, muito bom mesmo e um generoso Caril de Gambas, servido com arroz Basmati, delicioso. Para sobremesas enveredámos pelo Abade de Priscos e por um Bolo de Figos de boa nota. Serviço muito simpático com grande afabilidade e correcção, bom profissionalismo. Lista de vinhos muito correcta e preço perfeitamente dentro da média. Pagámos por duas pessoas, com tudo incluido, 42 euros. A visitar sem dúvida alguma.
Avenida Serpa Pinto, 124 - Matosinhos
fecha à segunda feira.
telefone: 22 9379627
email: segundacasa124@hotmail.com
Numa já terceira visita que fiz em Julho de 2006, comprovei novamente para meu gáudio e dos comensais que me acompanharam, o bem que se come neste Poiso. Sem ser deslumbrante, como-se bem na minha opinião.Novamente simpatia a rodos, um serviço atento, sem grandes falhas e uma cozinha que alia a meu ver e bem, o tradicionalismo dos nosso pratos com uma apresentação cuidada, sem ser demasiao elaborada.Desta feita, alinhei numa Açorda de Gambas de boa nota - apesar de ter vindo para a mesa já demasiadamente cozida, o que de forma alguma lhe retirou o sabor excelente, mas um pouco da consistência. A acompanhar e para condimentar, pedi o habitual frasco de piri-piri e ao prova-lo vi que não era brincadeira nenhuma: dos melhores piri-piris que provei mas a requerer muita atenção no seu doseamento ou arriscamo-nos a chamar os BV de Matosinhos. A já muito boa Carilada de Gambas foi pedida por mais dois comensais -dei mais uma voltinha na mesma e estava muito boa - e outro colega pediu o Bife à Casa, que estava segundo me disse, delicioso: bife de lombo alto, embrulhado em presunto, acompanhado com uma pera bebeda e servida com arroz árabe. De boa nota, pelos vistos e pela satisfação de quem o comeu.A carta de vinhos sem ser extensa, é a correcta. Assim e portanto, uma casa que se pode considerar um Poiso seguro, sem grandes falhas ou surpreas desagradaveis.
AN
"Solar do Pátio" - Porto
Rua Mouzinho da Silveira, 64 A - Porto - Telefone:22 2083892/933250874
AN

